10.4.09

Mais um control c /control v

Muito boa essa do Luiz Caversan - vale a pena ler:
(original aqui)

Jovens velhos e nem tanto

Encontro uma leitora-que-virou-amiga, dois anos depois. Mudou de curso na faculdade (caiu na armadilha do jornalismo...), estudou cinema um tempo no exterior, descobriu as pontes do Monet, permanece fiel às baladas, amores consistentes, aí vem a revelação:

- Estou ficando velha...

Sabe quantos anos tem a anciã da minha amiga?

22!

Sim, meros, doces, frescos e promissores 22 aninhos.

- Mas estou me sentindo velha, ué, nunca pensei que fosse envelhecer.

Bem-vinda ao clube, querida, disse, e em vez de azucrinar a cabecinha dela com aquele papo de "velho sou eu, você está na flor da idade, relaxa e goza, não me humilha...", fui por outro caminho.

- Olha, pois eu acho que eu nunca envelheci, embora meu corpo não concorde com isso. Eu tenho, há mais de duas décadas, uns 25 anos. É verdade, nada que é jovem me preocupa, assim como nada que é humano me surpreende (esta é do Turgeniev...).

Permanecer jovem sendo velho é aceitar essa diferença crucial que impede o entendimento da vida como ela é. O contrário, não sei, não...

Conversa vai, conversa vem, ela se revelando: encontrou um novo amor, quase um ano juntos, apaixonados, a ponto de ele baixar na cidade do exterior em que ela estava, só para vê-la; planos, muitos planos, morar juntos, ganhar o mundo, viver a vida, ser feliz daquele tipo de felicidade que na juventude é, ao menos aparentemente, a melhor coisa do mundo.

E ela me conta ainda que por causa desse relacionamento mudou, supostamente para bem, muita coisa de seu próprio comportamento, passando a ser mais responsável, consequente, menos transgressora e passando a perceber e respeitar seus próprios limites.

- Um amor que faz crescer, entende?

De repente a decepção: sei lá, mil coisas na cabeça do cara, estou confuso, acho que ainda gosto de uma outra lá que segundo ele tinha ficado na poeira da história, sei que vou me arrepender, mas c'est finit...

E lá se vai todo o encantamento, toda a perspectiva, o piso que sustentava a possibilidade de uma vida nova e bela, a caminho de um crescimento a dois, saudável e bom. Foi-se.

Dói, muito, humilha, destroça, enraivece, mas uma hora passa.

- Será que passa?

- Até uva passa, meu bem...

No entanto, deixa, sempre e inexoravelmente, resquícios.

Na hora da conversa nem pensei nisso, só me dei conta depois.

Ela ficou velha...

Ou pelo menos sente-se envelhecida, porque jogou toda a sua juventude nas mãos de um amor frustrado, que não teve a manha de entender a delicadeza, a fragilidade, a lindeza de sentimento que rola na cabeça de quem tem 22 anos e quer amar muito a vida que Deus lhe deu, ainda mais com uma paixão do lado.

Estava errado, o cara?

Talvez não, poderia ter sido mais cuidadoso, talvez, mas nem sempre isso adianta muito também

Tampouco está errada minha amiga.

Infelizmente, pode-se dizer a ela uma frase do Tolerância Zero: "Bem-vindo ao pesadelo da realidade, playboy", porque desilusão amorosa é, sempre, um pesadelo.

Minha amiga não é playboy, é garota inteligente que luta para ser alguém decente e de bem. Com certeza vai se tornar uma ótima jornalista e, "velha" aos 22, ainda tem muito tempo pela frente para descobrir que rugas, dores, amores e dissabores nos tornam, na possível capacidade de renascer, jovens para sempre.

Até depois dos 50, sabia?

J.C é o cara!

Aqui tinha uma brincadeirinha com Jesus Cristo que peguei lá no Querido Leitor da Rosana - sem medo de ser herege, achei muito bom.

Tirei porque realmente não curto polêmicas - quem passou aqui e se sentiu ofendido como critão, peço minhas mais sinceras desculpas.
Fato é que também sou cristã e sei bem o tanto que a vida é coisa séria. Mas gostaria de falar do meu incômodo com essa imagem do Cristo sofredor.
Primeiro, Deus é justo e assim o emissário não morreu injustamente; para nós ocidentais, a morte é sempre muito chocante - aqui em casa tenho exemplos tão variados de desencarne ( jovens em acidente de carro, idosa de parada cardíaca indo para o baile, uma turma de 40 e 50 de doenças que definham e nocateiam) e nunca é sutil. Sendo assim, porque a fixação do Cristo na cruz? Ele SÓ fez o bem, deu show de comportamento e perfeição - não era melhor fixarmos nos seus atos?
Outro ponto no lance da Páscoa: Pilatos errou pela omissão, pela fraqueza; Judas sucumbiu ao material mas não aguentou o peso na consciência e suicidou-se.
Sinceramente, podemos olhar para eles com superioridade e julgá-los pecadores-mor?
Eu não tenho essa coragem.

Para fechar esse papo, peço desculpas novamente aos que se sentiram ofendidos, desejo a todos uma feliz Páscoa e, sim, afirmo que acho Jesus Cristo O cara.

8.4.09

In the air...

Sempre falo que faço parte de uma maioria odiada e minoria questionada: sou corinthiana e espírita. Essa paixão e essa crença são polêmicas, destoam do meu jeito libriana de ser, mas mesmo assim não abro não - me acalmam, me acolhem a alma e, definitivamente, me ajudam a viver.

O Timão, já andei falando dele post atrás...
O Espiritismo, falarei agora.

Nasci numa casa espírita mas o Centro, naquela época, não era tão organizado quanto hoje. Sendo assim, fiz Evangelização só um ano na infância. Mal começou a adolescência, os problemas de doença e desencarne na família começaram a acontecer - daí prece, passe, Evangelho no lar passou a ser rotineiro. Hoje o Centro está num prédio maior e bem organizado.
O Espiritismo cresceu bastante e é incrível como faz parte da maioria das conversas com meus amigos. Mesmo que de outras religiões, acaba sempre rolando um comentário sobre casos que acontecem, notícias na mídia e tal...

Não tenho medo de parecer inocente ou piegas: acredito sim em Deus, Jesus, lei de causa e efeito, reencarnação e tudo o mais que diga respeito. Fato é que se, quando desencarnar tudo isso for mentira, no problem - para essa vida, com todos os prazeres e sofreres que vivo, ser espiríta ajuda muito.
Por ex: ando com saudade monstra do meu pai. Ele tem sido assunto em conversas com amigos, tem aparecido em sonhos, tenho lembrado de várias histórias da sua birutice, sua bacanidade e inteligência. Sei que ele anda por aqui - acredito taaaaanto nisso. E adoro!

7.4.09

Words of wisdow

thought that never changes remains a stupid lie

New Order in Your silence face

6.4.09

Too fast, too furious

Wilbert que me mostrou:

Você já conhecia?

Quando fomos mais corinthianos.

Antes de qualquer coisa, meu salve vai para o Santos - não vi o jogo de ontem mas soube que foi super emocionante. Turma que torce para o Peixe é muito boa praça.

Enfim, os quatro grandes na semi-final e o Timão pode cair fora mesmo se não perder. Como diria o gavernador da Califa, no problema.

Ontem estávamos no café ( maioria corinthiana) e um querido são-paulino parou para encher o saco com um 'e aí? Estão com medo?'. Juro que essa situação de jogar contra os hexas não me abala - é simples: Timão é timinho com torcida de bandido, vindo da série B (segundo piadinhas dos 'fodões' são-paulinos),assim, responsa de arrasar, ganhar na Libertadores, manter o status de fodões, tins e bens e tais é toooooooooda do Tricolor.

Não importa o que aconteça no clássico da semi porque já fizemos história em 2009: cumprimos bonito a B, seguimos para o alto e avante no Paulista - a partir daquele empate para o Grêmio, curva começou sua ascendência.
Teve muuuuuuita emoção, noticiada na imprensa mundial, e o bando de loucos sempre lá - aprendemos que do chão não passa e isso nos tornou fortes.
No filme Perdas e Danos, a Binoche fala algo que tem muito a ver: gente machucada é perigosa porque sabe que sobrevive.

Mais que merecido um filme para mostrar tudo isso - quinta tem a estréia do Fiel

Delícia ser corinthiana - adooooooro!

5.4.09

Domingão

Playlist de outono:
- Titãs
- Tim Maia
- Vanguart
- Au Revoir Simone